Obras de Reabilitação da Escola Secundária de Ermesinde já começaram

Arrancaram finalmente as imprescindíveis obras de requalificação da Escola Secundária de Ermesinde, há muito reivindicadas pela comunidade do concelho de Valongo, que nos últimos anos lutou incansavelmente pela renovação daquele degradado estabelecimento de ensino frequentado por cerca de 1500 alunos. A consignação da empreitada de reformulação e modernização das instalações da Escola Básica e Secundária de Ermesinde – 1ª fase teve lugar dia 16 de outubro. Esta obra tem o preço contratual de 3.111.232,39€. O investimento é comparticipado em 85% por fundos comunitários, sendo o remanescente financiado pelo Governo (7,5%) e pelo Município de Valongo (outros 7,5%). O prazo de execução desta empreitada é de 395 dias. Enquanto decorrerem as obras, os alunos terão aulas em 30 monoblocos que serão instalados no interior da escola. O projeto foi elaborado em articulação com a comunidade escolar, designadamente com a Direção do Agrupamento e a Associação de Pais. Entre outras intervenções, a empreitada inclui a requalificação total interior e exterior dos 3 blocos de aulas; a ampliação do refeitório e a requalificação da cantina; o tratamento exterior total do edifício administrativo; a construção de uma nova portaria; arranjos exteriores; e a reformulação dos balneários do pavilhão desportivo. “Este é o primeiro passo para que se corrija uma injustiça que já se arrastava há demasiado tempo, pois Valongo é o único concelho da Área Metropolitana do Porto cujas escolas da responsabilidade do Governo nunca foram intervencionadas pela empresa Parque Escolar”, lembrou o Presidente da Câmara Municipal de Valongo, José Manuel Ribeiro, considerando que o Município de Valongo deveria ter “uma discriminação positiva por ter sido esquecido durante anos a fio”. “Os alunos deste concelho não são de segunda categoria. Temos o mesmo direito a ter escolas com mais dignidade”, frisou o autarca que já manifestou abertura para no âmbito da reprogramação dos fundos comunitários ser o Município a assumir a comparticipação dos 15%, em vez dos 7,5%, se dessa forma se garantir o dinheiro para a segunda fase da intervenção na Secundária de Ermesinde, mas também para as obras na Escola Secundária de Valongo e na Escola Básica Vallis Longus que são igualmente urgentes.

Projetos na área dos transportes candidatos a 1,2 mil milhões de fundos europeus

O Governo submeteu vários projetos de infraestruturas de transporte a apoio comunitário, no âmbito do programa “Mecanismo Conectar Europa” (Connectig Europe Facility – CEF). Em causa está um investimento total de 1,2 mil milhões de euros, dos quais 1.140 milhões são investimento público e 56 milhões são investimento privado.

Segundo comunicado do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, para este montante global de investimento está prevista uma comparticipação comunitária de 826 milhões de euros, a uma taxa média de 69%.
As candidaturas abrangem todos os modos de transporte, com particular destaque para projetos ferroviários (cinco projetos e 1016 milhões de euros de investimento), “em linha com a prioridade definida pelo Governo no Plano Ferrovia 2020”, lê-se no referido comunicado.
Entre os projetos ferroviários candidatados destacam-se: no Corredor Internacional Sul, a segunda fase das obras da linha Évora-Caia e a modernização da Linha de Sines; no Corredor Internacional Norte, a nova linha Aveiro-Mangualde; e a ligação ao porto de Leixões.
De assinalar também quatro projetos no domínio do setor marítimo-portuário, num investimento total de 97 milhões de euros, entre os quais a 3ª e última fase do projeto Douro’s Inland Waterway, no valor de 59 milhões de euros.
Na rodovia, onde pontuam cinco projetos num valor total de 36 milhões de euros, o destaque vai para a ligação da A25 à fronteira de Vilar Formoso, avaliada em 15 milhões de euros.
Por último, saliente-se a apresentação de oito candidaturas por parte da Força Aérea, para um investimento global de 33 milhões de euros.
Refira-se que estes investimentos estão, ainda, sujeitos à aprovação da Comissão Europeia, pelo que os seus efeitos no terreno, só se tornarão efetivos depois de 2018.